segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Entre Nós - Erick Grigorovski
O projeto consiste em um curta de animação de 15 minutos, cuja campanha de divulgação se destaca e diferencia pela participação da personagem principal, Luisa, nas redes sociais (blog, Facebook, Twitter e Orkut), buscando expandir a experiência dos expectadores e gerando profundo engajamento do público-alvo antes do grande lançamento.
O curta de animação narra o drama vivido pela adolescente Luisa, durante uma viagem em que seu pai e parceiro de escalada, Aurélio, sofre um sério acidente, enquanto os dois escalavam uma grande montanha na serra. O experiente escalador cai por centenas de metros, sumindo no meio da vegetação e da neblina. Longe de auxílio, sozinha e enfrentando uma tempestade gelada, a menina precisará reunir todas as suas forças para escapar com segurança. A narrativa desenvolve ainda a delicada relação de um pai austero e de uma menina cheia de vida, trazendo uma mensagem de conscientização, resistência, determinação e amor, que vai agradar pais, filhos e amantes dos esportes de natureza. O filme busca narrar a história de forma universal, com as imagens e a música, eliminando os diálogos e as barreiras da língua.
Trailer do filme:
http://www.grigorovski.com/betweenpt.html
Luisa nas Redes Sociais
O blog tem por objetivo apresentar e acrescentar profundidade aos personagens do filme, gerando engajamento do público-alvo com a personagem. Luisa narrará seu dia-a-dia dentro e fora da escalada. Seguindo uma cronologia reversa, o blog mostrará e desenvolverá desde Março tudo o que aconteceu antes da viagem narrada no filme que só ocorrerá em Outubro,no grande lançamento na Mostra Internacional de Filmes de Montanha – Banff. Com aproximadamente três postagens semanais, sempre ilustradas, Luisa apresentará informações sobre montanhismo, escalada e ecologia, e também narrará acontecimentos de sua vida e de mais oito amigos; Namoros, fofocas, comportamento, influência dos pais e outros assuntos inerentes à vida dos adolescentes.
http://luisaentrenos.blogspot.com
Além da história narrada no blog, a menina interage com o público através do Facebook, Twitter e Orkut. A interatividade gera laços como proximidade, reciprocidade e afeto. Luisa, apresenta-se como uma menina naturalmente meiga, atenciosa, sapeca e antenada, e suas postagens são sobre cotidiano, comportamento, preferências, referências e muita curtição.
Siga a Luisa: Twitter, Facebook, Orkut.
Filme anterior: Uruca
O curta Uruca foi desenvolvido em 10 meses, com uma equipe de quatro pessoas, com o objetivo de divertir a platéia do cinema Odeon durante a 8ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha no Rio de Janeiro. Esse objetivo foi alcançado e superado com a conquista de dois prêmios no festival, incluindo o de Melhor Filme em 2008. Até o início de 2010, a aventura de Hugo e Felipe já foi exibida em mais de 35 festivais em 17 países, foi premiado oito vezes (cinco internacionais), recebeu 24 indicações a prêmios, além de ser a primeira produção nacional selecionada para a Banff World Tour, o que pode significar exibições em todo o planeta chegando a 577 mostras, durante 2010. Essa trajetória nos encorajou a tentar um projeto mais ambicioso, maior e mais complexo. Esse novo filme também retrata o mundo do montanhista, mas de uma forma bem diferente da anterior.
http://www.grigorovski.com/uruca.html
Sobre o Diretor
Erick Grigorovski, carioca, formado em Desenho Industrial pela Esdi (Escola Superior de Desenho Industrial), já trabalhou com impressão, ilustração, videografismo e possui mais de 10 anos de experiência em animação. Atualmente, trabalha com projetos gráficos para programas de TV e documentários na produtora da prefeitura carioca, a Multirio.
Nas horas vagas dedica-se a criação e produção de curtas de animação, já escreveu e dirigiu três curtas de animação, que foram exibidos e premiados em inúmeros festivais, como o AnimaMundi, Sheffield Adventure Film Festival, New Zealand Mountain Film Festival, Vancouver International Film Festival, Autrans Mountain Film Festival, Torello Mountain Film Festival e Banff Mountain Film Festival.
sábado, 12 de junho de 2010
Obra de Harun Farocki, que está na próxima Bienal, usa animações feitas pelo Exército para treinar soldados
Artista mostra videogame da guerra

Cena da obra de Harun Farocki
que usa animações para treinar
soldados do Exército dos EUA
Alemão visitou bases militares nos EUA para mostrar como desenhos preparam homens para antes e depois da guera.
Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, caderno Ilustrada, terça-feira, 8 de junho de 2010.
Não é pura a guerra. Harun Farocki entende isso e opera no abismo entre estratégia militar e a realidade áspera do sangue derramado.
Nas últimas quatro décadas, esse alemão disseca imagens de conflitos pelo mundo, da queda da ditadura romena à atual guerra no Iraque. Em quase cem filmes e vídeos, buscou construir uma espécie de anatomia da memória bélica.
"Jogos Sérios", a obra que traz para a próxima Bienal de São Paulo, em setembro, mostra que essa memória se torna cada vez mais virtual.
Farocki escancara as animações usadas pelo Exército norte-americano no treinamento de soldados antes do embarque rumo ao Iraque.
São as mesmas imagens --Bagdá em chamas e poças de sangue feitas de pixels-- usadas para a terapia dos homens na volta para a casa.
"Mostro esses dois usos da imagem, do preparo para a guerra ao tratamento do trauma", diz Farocki, em entrevista à Folha. "Esse exercício com a imagem digital dá a entender como se constrói a memória da guerra."
Também aponta para uma transição na natureza da imagem no mundo atual.
Em contraponto à película granulada da Guerra do Vietnã e o verde brilhante e macabro da visão noturna da Guerra do Golfo, o teatro iraquiano será lembrado como fabricação edulcorada.
Status da Animação
"Mudou o status da animação", afirma Farocki. "Está mais poderosa do que a reprodução fotográfica, uma tendência nova e estranha."
Na visão de guerra dos bastidores do confronto, a paisagem iraquiana surge achatada, sem relevo. Homens de carne viram fantoches de entranhas eletrônicas, numa anestesia generalizada que transforma os inimigos em alvos abstratos.
"Essas criaturas representam humanos", descreve Farocki. "Mas essa é uma imagem tecnológica, o soldado está no comando do jogo, não importa se leva um tiro ou não, está no comando."
Talvez porque a câmera tenha saído de cena, a vida tenha perdido valor na guerra virtual, longe da carnificina palpável de tempos atrás.
"É muito diferente de reconstruir a história a partir de imagens filmadas", diz Farocki. "É como um videogame, e o Pentágono alimenta a indústria, não esconde isso."
No plano político, esses desenhos animados também desequilibram opiniões.
Enquanto soldados americanos e britânicos aparecem como bonequinhos digitalizados, homens do outro lado do front surgem em toda a crueza de barbas e turbantes nos noticiários da televisão.
"Isso joga sempre as pessoas para um lado do conflito", diz Farocki. "É como ver uma briga de armas de fogo contra um arco e flecha."
Impureza do Real
Na comparação entre possibilidades tecnológicas e realidade, Farocki arquitetou outra obra. Jogou lado a lado imagens da trajetória imaginada de um míssil e fotografias feitas por uma câmera presa ao corpo do projétil.
É o que ele chama de comparação entre "guerra pura" e a "impureza do real". "Estou interessado em imagens operacionais", diz Farocki. "Coisas nada estéticas, que sejam pura comunicação."
E na "estética terrorista" de Farocki, a imagem se torna política quando prazer visual encosta na dor. Não é a vítima do napalm, a garotinha eternizada na fotografia.
No lugar dela, é a imagem do laboratório estéril, onde fazem o veneno, que aparece noutra obra do artista. Seco, desvela a fábrica do horror com a mesma pegada minimalista, clínica com que documentou esse videogame pop da guerra no Iraque.
Essa matéria pode ser lida em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/746992-obra-de-harun-farocki-usa-videogame-do-exercito-para-treinar-soldados.shtml
SILAS MARTÍ de São Paulo

Cena da obra de Harun Farocki
que usa animações para treinar
soldados do Exército dos EUA
Alemão visitou bases militares nos EUA para mostrar como desenhos preparam homens para antes e depois da guera.
Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, caderno Ilustrada, terça-feira, 8 de junho de 2010.
Não é pura a guerra. Harun Farocki entende isso e opera no abismo entre estratégia militar e a realidade áspera do sangue derramado.
Nas últimas quatro décadas, esse alemão disseca imagens de conflitos pelo mundo, da queda da ditadura romena à atual guerra no Iraque. Em quase cem filmes e vídeos, buscou construir uma espécie de anatomia da memória bélica.
"Jogos Sérios", a obra que traz para a próxima Bienal de São Paulo, em setembro, mostra que essa memória se torna cada vez mais virtual.
Farocki escancara as animações usadas pelo Exército norte-americano no treinamento de soldados antes do embarque rumo ao Iraque.
São as mesmas imagens --Bagdá em chamas e poças de sangue feitas de pixels-- usadas para a terapia dos homens na volta para a casa.
"Mostro esses dois usos da imagem, do preparo para a guerra ao tratamento do trauma", diz Farocki, em entrevista à Folha. "Esse exercício com a imagem digital dá a entender como se constrói a memória da guerra."
Também aponta para uma transição na natureza da imagem no mundo atual.
Em contraponto à película granulada da Guerra do Vietnã e o verde brilhante e macabro da visão noturna da Guerra do Golfo, o teatro iraquiano será lembrado como fabricação edulcorada.
Status da Animação
"Mudou o status da animação", afirma Farocki. "Está mais poderosa do que a reprodução fotográfica, uma tendência nova e estranha."
Na visão de guerra dos bastidores do confronto, a paisagem iraquiana surge achatada, sem relevo. Homens de carne viram fantoches de entranhas eletrônicas, numa anestesia generalizada que transforma os inimigos em alvos abstratos.
"Essas criaturas representam humanos", descreve Farocki. "Mas essa é uma imagem tecnológica, o soldado está no comando do jogo, não importa se leva um tiro ou não, está no comando."
Talvez porque a câmera tenha saído de cena, a vida tenha perdido valor na guerra virtual, longe da carnificina palpável de tempos atrás.
"É muito diferente de reconstruir a história a partir de imagens filmadas", diz Farocki. "É como um videogame, e o Pentágono alimenta a indústria, não esconde isso."
No plano político, esses desenhos animados também desequilibram opiniões.
Enquanto soldados americanos e britânicos aparecem como bonequinhos digitalizados, homens do outro lado do front surgem em toda a crueza de barbas e turbantes nos noticiários da televisão.
"Isso joga sempre as pessoas para um lado do conflito", diz Farocki. "É como ver uma briga de armas de fogo contra um arco e flecha."
Impureza do Real
Na comparação entre possibilidades tecnológicas e realidade, Farocki arquitetou outra obra. Jogou lado a lado imagens da trajetória imaginada de um míssil e fotografias feitas por uma câmera presa ao corpo do projétil.
É o que ele chama de comparação entre "guerra pura" e a "impureza do real". "Estou interessado em imagens operacionais", diz Farocki. "Coisas nada estéticas, que sejam pura comunicação."
E na "estética terrorista" de Farocki, a imagem se torna política quando prazer visual encosta na dor. Não é a vítima do napalm, a garotinha eternizada na fotografia.
No lugar dela, é a imagem do laboratório estéril, onde fazem o veneno, que aparece noutra obra do artista. Seco, desvela a fábrica do horror com a mesma pegada minimalista, clínica com que documentou esse videogame pop da guerra no Iraque.
Essa matéria pode ser lida em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/746992-obra-de-harun-farocki-usa-videogame-do-exercito-para-treinar-soldados.shtml
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Animania nº176 - "Muro e Margarina"
Zeca e Seth percebem a beleza de um muro animado no filme "Muragens -
Crônicas de um muro", de Andrei Miralha.
A ilustradora e animadora Adriana Meirelles aparece para falar das atribulações de uma cidade grande e mostrar seu filme "Desventuras de um dia ou A vida não é um comercial de margarina".
Seth procura um Super herói que o proteja do trabalho e o acha no filme "Ninguém, o herói do povo", de Augusto Mattos e Adriano Dias. Seth faz Zeca perceber a beleza de uma soneca, só não esperava que o espaço na sua rede de dormir ficasse tão concorrido.
O programa vai ao ar na segunda 14/06/2010 às 19:30 e reprisa na quinta 17/06/2010 às 20:00 na TV Brasil
quarta-feira, 9 de junho de 2010
ANIMAÇÃO EM ALTA

Curtas da UFMG serão exibidos no 18º Anima Mundi
Matéria publicada no dia 01 de junho de 2010, no jornal O Estado de Minas
Gracie Santos - EM Cultura
Imagine o seu projeto final de curso ser mostrado em uma das melhores vitrines da área no mundo. Um sonho, não? É essa a realidade que vivem quatro alunos da habilitação em cinema de animação do curso de belas-artes da UFMG, que, ano passado, deu lugar ao curso de cinema de animação e artes digitais. Cortejo, de Marília Doria Poggiali; Quindins, de David Mussel da Silva e Giuliana Danza; e Improvisação sobre um tema secreto, de Juliana Rabello Machado, integram mostras paralelas da 18ª edição do Anima Mundi, de 16 a 25 de julho, no Rio, e de 28 de julho a 1º de agosto, em São Paulo. E outros dois curtas do projeto Universidade das Crianças, De onde vem a nossa voz? e O que o nosso corpo faz para que a gente cresça e se modifique?, estão entre as 12 obras nacionais e 28 internacionais da mostra competitiva infantil do mesmo festival. Mais: esses dois trabalhos estarão na competitiva da 9ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, de 19 deste mês a 4 de julho.
O mais interessante: as duas perguntas que batizam os curtas em competição nasceram da curiosidade das crianças. Respondidas e transformadas em pílulas veiculadas na Rádio UFMG Educativa, acabaram transformadas em animação. As duas foram feitas este ano, mas o projeto não é novo e já gerou outros filmes. O Universidade das Crianças é um programa de extensão que envolve alunos de graduação em medicina e pós-graduandos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), além de bolsistas da Escola de Belas-Artes (EBA). Coordenado por Débora d’Ávila Reis, professora do ICB, o projeto tem o professor Maurício Gino, da EBA, como vice-cooordenador e integra o Núcleo de Divulgação Científica do Centro de Comunicação da UFMG (Cedecom).
As duas animações, de cerca de dois minutos, De onde vem a nossa voz? e O que o nosso corpo faz para que a gente cresça e se modifique? têm direção e edição de Mateus di Mambro, ex-aluno da EBA e, como ele explica, “foram trabalho coletivo”, realizado por equipe composta ainda por Marcela Werkema, Fabiano Bomfim, Arlen Siqueira e Haron Gomes. Os filmes utilizam basicamente técnica de animação 2D tradicional, mesclando recursos como o stop motion. Mateus, que teve seu primeiro curta, Nós de gravata, exibido na edição de 2007 do Anima Mundi, conta que o Universidade das Crianças, projeto de divulgação científica, foi criado como forma de levar informação aos pequenos. “Primeiro, as pílulas de rádio respondiam às perguntas. Depois surgiu a ideia das animações.” Em 2006, o curta Por que não nascemos sabendo? foi feito pelo próprio Mateus. Em 2007, ele teve pequena participação em Por que vomitamos?, realizado por Marcela Werckman.
“O roteiro dos curtas parte das pílulas de rádio e as respostas às questões é bolada de forma descontraída. As explicações partem de termos simples, nada muito técnico, valendo-se muito de analogias. O filme é bem didático”, explica Mateus, contando que De onde vem a nossa voz?, por exemplo, tem um músico que simboliza as cordas vocais dentro da garganta. Já O que o nosso corpo faz para que a gente cresça e se modifique? mostra como as células se reproduzem até chegar ao feto e ao crescimento. “Coisas feitas para crianças têm um encantamento, até os adultos são envolvidos. Os filmes são ricos visualmente, a gente assiste com certo deslumbre”, diz o diretor, feliz (“e não surpreso, já que a qualidade das obras é muito grande”) com o fato de os trabalhos participarem de duas mostras competitivas.
PROJETO FINAL O professor Maurício Gino explica que os três curtas selecionados para mostras paralelas do Anima Mundi são projetos de conclusão de curso, feitos nos últimos dois anos na habilitação de cinema de animação. Conta que já era grande a demanda pela área e vem crescendo agora com o novo curso de cinema de animação e artes digitais (noturno, com 40 vagas anuais, carga horária de 2,7 mil horas e duração de quatro anos e meio). “Há várias razões para esse crescimento, como a nova tecnologia digital, que facilita e barateia a produção, a internet e as mídias móveis, como celular.”
Além de a cada dia surgir um veículo novo, Maurício Gino destaca o fato de o curso de belas-artes da UFMG, único que habilitava o formando em cinema de animação, sempre ter atraído alunos de vários estados. Essa tradição, segundo ele, vem dos anos 1980, “quando foi montado núcleo de produção na universidade, fruto de convênio com o Canadá, o que ocorreu em outros locais do país. Em alguns casos, deu origem a produtoras, aqui gerou um curso”.
Os curtas da EBA têm temática e concepção autoral. Para o professor, a seleção para o festival traz "reconhecimento do trabalho dos alunos e estímulo importante para o curso recém-inaugurado".
NA REDE
Para assistir aos filmes da UFMG, visite o site do projeto Universidade das Crianças: www.ufmg.org/universidade das crianças.Para saber mais sobre o Anima Mundi, navegue em www.animamundi.com.br.
Universidade das Crianças
O programa de extensão Universidade das Crianças, de divulgação científica, veicula pílulas na rádio UFMG Educativa e promove oficinas em escolas, principalmente sobre temas ligados ao corpo humano. Já foram produzidos cinco filmes de animação a partir dos programetes de rádio, e eles são levados às escolas.
http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_8/2010/06/01/ficha_cinema/id_sessao=8&id_noticia=24751/ficha_cinema.shtml
terça-feira, 8 de junho de 2010
Tex Avery “Na animação você pode fazer o que quiser.”
Anárquico, talvez este seja um dos melhores termos para se classificar Tex Avery e seu estilo histriônico de fazer animação. Basta dizer que ele é o pai do Pernalonga, personagem dos mais interessantes e provocativos já criados em um estúdio de Hollywood, e não apenas na área da animação, mas sim em toda indústria do entretenimento.
Frederick Bean Avery nasceu em fevereiro de 1908, na cidade de Taylor, Texas. Posteriormente adotou o nome Tex, pelo qual ficou conhecido. Após concluir os estudos na North Dallas Highschool, Tex se mudou para o sul da Califórnia, onde arrumou emprego no porto. No ano de 1929, após mostrar seu portfólio, conseguiu um emprego como animador no estúdio de Walter Lantz, mas sua contribuição no estúdio foi pequena. Foi então que em 1935 Tex se mudou para o estúdio de Leon Schlesinger, onde ele consolidou sua carreira e fez uma verdadeira revolução na animação.
No estúdio de Schlesinger que também era da Warner, Tex conseguiu criar sua própria equipe de animadores, entre eles estavam Bob Clampett e Chuck Jones. Trabalharam em mais de 60 títulos das séries Merrie Melodies e Looney Tuenes,e criaram grandes personagens como Pernalonga e Patolino. Perfeccionista, Tex mudou a forma como se fazia animação até então, principalmente pelos estúdios Walt Disney.
Foi em Wild Hare, filme dirigido por Tex Avery em 1940, que o coelho Buggs Bunny, nosso Pernalonga, aparece pela primeira vez em seu design final (de autoria de Robert McKimson). Pernalonga pode ser considerado uma síntese de todas as idéias de Tex para se criar uma animação. Ele levou as regras de ouro da animação, como esticar e puxar a um nível ainda não experimentado, Tex acreditava que na animação tudo pode ser feito, e delimitou isso muito bem na construção de seus personagens. Por isso Pernalonga é um bom exemplo das criações de Tex, porque o coelho não tem apenas seu design de animação, mas sua própria personalidade é delimitada dentro do mundo absurdo dos desenhos animados.
Mas talvez o personagem mais interessante para se pensar o estilo alucinado e inventivo de Tex, seja mesmo o personagem Wolfie, o lobo. Em 1942, Tex foi para a MGM, sob supervisão de Fred Quimby. Lá ele criou personagens como Droopy e Screwy Squirrel, e ainda dirigiu vários cartoons, como Magical Maestro, Ventriloquist Cat e King-Size Canary. E em 1943 começou uma série de cartoons de grande risco, pois foi com eles que Avery radicalizou algo que já vinha fazendo desde o início da carreira, cartoons para adultos, e assim fez outra grande revolução na animação ao mostrar que desenhos animados não necessariamente deveriam ter o publico infantil como alvo.
O primeiro grande filme dessa série foi Red Hot Riding Hood, de 1943, protagonizado pelo lobo Wolfie e a loira fatal de vermelho. O filme já começa subvertendo tudo sobre contos de fadas e se transforma num filme noir bebob jazz quase feminista. Nele, o lobo começa perseguindo a chapeuzinho vermelho, mas acaba sendo perseguido ele mesmo pela avó safada, e no fim admite ter um fraco por mulheres e se mata, mostrando que elas dominavam a situação e eram muito mais perigosas que o lobo, que não passava de um cordeiro frente à sexualidade dominadora da chapeuzinho/ loira fatal. Tex ainda repete essa formula em outros filmes, como Swing Shift Cinderella, de 1945. Mas é interessante como nesse filme, já no fim da guerra, a mulher no final volta a sua condição de mulher submissa e não consegue se livrar dos lobos que a espreitam.
Ao final de uma obra de Tex, além de muitas risadas, sentimos uma verdadeira sensação de liberdade e até libertinagem, no melhor sentido. Tex Avery é assim um dos grandes artistas que souberam subverter e criar algo realmente importante dentro do sistema de indústria hollywoodiano. E pelos seus personagens que ainda hoje pertencem a nossa cultura, percebemos que acima de tudo, Tex Avery foi um grande libertário.
Pedro di Lorenzo, estudante do 7 periodo do curso de cinema e video da UNA
segunda-feira, 7 de junho de 2010
8 MUMIA – MOSTRA UDIGRUDI MUNDIAL DE ANIMAÇAO - INSCRIÇÕES PRORROGADAS

*Frame do curta VERISET KADET (bloody Hands), de Malakias,7', Finlandia, 2009
Foram prorrogadas as inscrições ate o dia 18 de junho para o 8 MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação que traz a Belo Horizonte e Betim, o melhor da animação mundial.
Mais de 50 animações brasileiras já foram inscritas e filmes chegados de 12 países diferentes como Portugal, Reino Unido, Espanha, Finlândia, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Malaysia, Bósnia e Herzegovina, Argentina, Australia e Rússia.
O filme de abertura será Mercano, o marciano do argentino Juan Antin, e a mostra ainda contará com exibições especiais do realizador alemão Max Hattler e do russo Alex Budovsky e outra surpresas que farão de Belo Horizonte e Betim cidades mais animados.
Os DVD podem ser enviados para
CRAV / 8 MUMIA
Av. Álvares Cabral, 560
Centro
Belo Horizonte – MG
30170-000
Brasil
Fotos e ficha de inscrição para leitefilmes@gmail.com
FICHA DE INSCRIÇÃO
8º MUMIA – MOSTRA UDIGRUDI MUNDIAL DE ANIMAÇÃO – 2010.
Título:
Duração:
Ano e local:
Diretor:
Produtor (a):
Endereço:
CEP:
Cidade/Estado:
Telefone/fax:
E-mail:
Sinopse:
Prêmios:
Originalmente produzido em que suporte:
Deseja participar de exibicoes itinerantes no Brasil e no exterior? sim ou nao
domingo, 6 de junho de 2010
Uma poesia para Norman Mclaren
Uma poesia para Norman Mclaren por Fernanda Figueredo*
Há e vai!
Roda
Película
Escuta
Emancipa-se
Sonoridades imagéticas
Cores intensas
Traços atonais
um constante insconstante
Desperta-se o sonho
Inconsciente profundo
Artista dos movimentos!
Ritmo em córneas...
E traços enigmáticos.
Pulsa uma linha que vira,ginga.
Que vibra! e metamorfoseia em mares e pinturas
Assim, tudo plástico.Alma em quadros.
Fernanda Figueredo é estudante do 7 Periodo do curso de Cinema e Video da UNA
sexta-feira, 4 de junho de 2010
ANIMANIA nº175 - "Entre os dedos e a Pré-história"
O programa Animania volta a pré-história para mostrar as desventuras do
homem das cavernas no filme “Uhug, na serra da capivara”, de Marco Bravo.
Zeca recebe o animador Rafael Coutinho para um dedo de prosa sobre uma
animação cheia de dedos: o filme “Aquele Cara”, com roteiro original de seu
pai, o cartunista Laerte.
No Catavento, Seth fica conhecendo um site cheio de humor; o Urubutricks. O Animador cearense Fernando Santos fala de como produzir humor animado na Web e mostra seu filme “Eleições 2008”, uma brincadeira cheia de sarro sobre o lugar comum da propaganda política.
O programa vai ao ar na segunda 07/06/2010 às 19:30 e reprisa na quinta 10/06/2010 às 20:00. pela TV Brasil
quinta-feira, 3 de junho de 2010
O 8 MUMIA vem aí
A primeira exibição das Machinimas em Belo Horizonte aconteceu em setembro de 2009 através da MostraVideo do Itaú Cultural, que trouxe a cidade a curadora e organizadora dos programas Isabelle Arveres. Isabelle é francesa, curadora de novas mídias e critica especializada em vídeo, jogos de computador, animação para web e cinema digital.
A MostraVideo do Itaú cumpre um papel primordial em trazer para o publico mineiro uma grande parte da cinematografica e videografica mundial que dificilmente chegariam por outros meios.
Em agosto mais informações dos filmes a serem exibidos
Mais informações em:
http://mostravideoitaucultural.wordpress.com/category/isabelle-arvers-setembro-2009/
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